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Que horas “é”!

Se tem uma coisa que chuta a cara da molecada é a concordância em relação às horas. Apesar de ser um tema muito simples, as pessoas costumam derrapar na HORA de falar corretamente.  O que precisamos saber é que tanto as horas quanto as palavras que definem tempo variam de acordo com a unidade que o expressa. Vamos ao problema: Ex: Já “é” 1 hora / Já “são” 10 horas (um é, dois ou mais são, certo?) Isso é moleza!!! Porém, quando se trata de meio-dia e uma hora, mesmo que acompanhados, a concordância será sempre com a unidade, ou seja, no singular. Ex: Já é meio-dia / Já é 1 hora e 59 minutos (plural, só a partir de duas. É, eu sei. É simples de dar vergonha!!!) Finalizo com o caso que me motivou a escrever sobre concordância na distinção de horas, o famoso “MEIO-DIA E MEIO”. Poxa vida, essa já macilenta partícula do tempo sofre mais do que todas na boca de Marias e Josés, embora não devesse, visto sua simplicidade. Analisemos: Meio-dia se refere à metade de um di...

“Vende-se” o quê?

Aos senhores comerciantes, corretores, botequeiros, escambistas em geral e  amiguinhos que adoram colocar placas de "vende-se", "aluga-se", "mata-se", entre outras, em carros, motos, casas, cachorros, papagaios.  Estes verbos devem concordar com o sujeito, embora, em minha opinião, esta regra de concordância – que nem mesmo os gramáticos conseguem concordar(!) – foge à compreensão dos interlocutores e parece ir contra a evolução diacrônica da Língua. Contudo, deixemos esta discussão para a Linguística Geral. Vamos à explicação básica! Em orações de voz passiva sintética (quando há verbo na 3ª pessoa mais o pronome apassivador “se”), devemos concordar o verbo com o sujeito. Ex: Alugam-se casas / Aluga-se casa / Matam-se pessoas / Mata-se pessoa / Compram-se drogas / Compra-se droga Os exemplos ficam mais claros quando invertemos a voz passiva sintética para analítica e utilizamos o verbo “ser”: Ex: Roubam-se otários / Otários são roubad...

“Fazem” anos que eu queria dizer isto!

Hoje, senti-me na obrigação de publicar algumas "dicas" para que os adeptos do "agente fomo / nóis vortemo" possam conhecer um novo idioma, o Português! Não esperem muito, pois sei muito pouco. Contudo, o que vale é a intenção e a boa vontade em compartilhar. Tentarei fazer um post diário (ou próximo disso!!!). Vamos lá: O verbo "fazer", quando exprime tempo, é impessoal e, portanto, não varia (sempre no singular). Ex: Faz 10 dias que não tomo banho / Ontem, fez dois meses que eu morri / Fazia 10 anos que eu não escovava os dentes. A mesma regra vale para verbos auxiliares que formam locuções com o verbo "fazer". Ex: Deve fazer 15 dias que eu não troco a cueca / Pode fazer seis anos que estou desempregado. É isso. Amanhã tem mais (eu acho!!!)